sábado, 31 de maio de 2014

Quem quer ganhar tem que perder?




Aquele que deseja ganhar o reino dos céus tem que perder a própria vida. Não é estranho isso? É o próprio Cristo quem nos exorta: “Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la” (Mt 8, 35).

É intrínseco ao ser humano ajuntar coisas, a começar pelo dinheiro e pelos bens materiais para alimentar o seu orgulho, para inflar seu ego.

Há pessoas neste mundo que se acham o centro do universo; pensam que tudo deve acontecer da forma como querem, e tudo aquilo que foge à sua linha de pensamento não deve ser levado em conta ou tem pouca utilidade. Esse tipo de gente causa muito sofrimento na vida dos outros e acaba fazendo sofrer a si mesma, pois nunca está satisfeita.

Para ganhar o Reino dos Céus e dar a vida ao serviço do projeto do Reino é necessário ter disposição para perder a própria vida no sentido de que, para viver o plano de Deus, há que se esvaziar das próprias vontades, desejos, até mesmo da própria liberdade. Jesus nos diz que: “Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a própria vida?” (Mt 8,36).

Esforcemo-nos por fazer a vontade do Pai. Suportemos as intempéries desse mundo, suportemos as pessoas que atrapalham nossa caminhada. A planta para crescer necessita ser podada, dessa forma ela cresce com mais força e mais vigor. Tudo desse mundo vai passar, só Deus ficará. Peguemos a mão dAquele que não passa e deixemos todo o resto para trás. Que Nossa Senhora seja nossa companheira nessa caminhada. Amém.

Conteúdo enviado pelo internauta Pedro André, sdb
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Identificar o orgulho e andar em humildade




Cada pessoa é atormentada por determinados pecados que representam uma fraqueza a ser superada. No entanto, todos lidam com o orgulho, porque, como disse o escritor Steve Gallagher, “é uma parte inevitável da natureza caída do homem” e que difere daquilo que é Deus, portanto nos afasta d’Ele. Então, como percebê-lo?
Peço ao Senhor, assim como Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139, 23-24). Também a Maria, exemplo de humildade, que auxilia como mãe que é a enxergar tal erro.

Ao mesmo tempo, reflexões são necessárias. Um exemplo: há situações em que se sente superior aos outros (altivez)? Busca e deseja conquistar, invariavelmente, a admiração das pessoas (vaidade)? Resiste à autoridade de Deus (rebeldia)? Ofende-se com facilidade e acha que os outros são uma ameaça e prejudicariam sua imagem (autoproteção)? Não aceita correção, tornando-se inacessível ou aquele que “sabe tudo”? Há momentos em que se acha “mais santo” que os outros, só porque tem determinadas atitudes corretas (soberba espiritual)? E lembre-se, como muito bem observou o escritor Spurgeon, “ninguém tem mais orgulho do que os que sonham que não têm nenhum”.

Após esse momento de autoconhecimento, agradeça a Deus, porque, se agora as coisas são mais claras, é porque o coração abriu janelas para a graça de Jesus iluminar os lugares antes escuros.

Quando puro de coração, a miséria se torna evidente e surge o arrependimento e a necessidade incômoda de reconciliar-se com Deus. O sacramento da confissão fica à espera da pessoa. A oportunidade de começar de novo a aguarda, mas isso é só um passo para onde se pretende chegar.

É hora de mudar, de tornar-se mais humilde! Com suas palavras, Paulo orienta: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superior a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual para o que é dos outros” (Flp 2,3-4). Ou seja, o próximo não deve ser visto como rival, mas alguém a ser amado, com quem se pode dialogar, envolver-se e exaltar como Filho de Deus único e que tem tanto a nos ensinar.

Por fim, falo de mim mesmo. Confesso que a busca pela humildade tem me ajudado a enxergar minhas atitudes erradas em casa, no trabalho, na minha participação na Igreja, no relacionamento com o próximo e, principalmente, com Deus. Tento ajustar-me nem acima nem abaixo, mas no lugar certo. Como é difícil! Contudo, não é impossível, ainda mais com o Senhor ao meu lado.

Que tal você fazer esta experiência também?,

Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Puccini (Jovens Sarados - Missão Barra Funda)
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Seguir o exemplo dos santos


Os séculos carregam uma história cheia de heróis que alteraram o rumo da humanidade devido aos seus feitos. No entanto, há um seleto grupo de pessoas que merecem devida atenção. São os santos da Igreja Católica.
 
A princípio, são indivíduos de diversas raças, cores, países, classes econômicas, dentre outros aspectos com um ponto semelhante entre si: foram bons em suas ações e visavam a santidade.

O que é ser santo? O que é ter santidade? O apresentador do programa ‘Trocando Ideias’ da TV Canção Nova, professor Felipe Aquino, diz, em um de seus textos, que “a santidade é basicamente a estreita união do homem com Deus. Desse contato resulta a perfeição moral. O Senhor é santo por natureza; os homens são santos à medida em que se aproximam d’Ele”, por meio da Verdade.

“Um cristão não deveria fazer coisas extraordinárias, mas sim fazer extraordinariamente bem as coisas ordinárias”

O Papa Bento XVI, em um de seus textos, convida-nos a ser familiar de algum santo para estarmos próximos d’Ele por meio da oração e vê-lo como exemplo a ser seguido. O Sumo Pontífice, por exemplo, disse admirar Santo Agostinho, pois esse homem nunca viveu superficialmente; sempre buscava a Verdade. Ele a procurou na carreira, no prestígio, na posse material e naquilo que lhe prometia felicidade imediata. Cometeu diversos erros, sofreu muito, mas também acertou. Entretanto, percebeu, como escreveu em seu livro ‘Confissões’, que a Verdade estava sempre ao seu lado, nunca havia o abandonado e esperava uma oportunidade para emergir em sua vida.

Seguindo a sugestão acima, o interessante é saber a história do santo que possui o seu nome. Meu nome é Thiago, logo São Tiago Maior seria meu alvo de estudo. Sem dúvida, inspirar-se nessas pessoas de fé trará mais confiança para se conquistar a santidade; e para tornar-se santo é pertinente o conselho de São Vicente de Paulo: “um cristão não deveria fazer coisas extraordinárias, mas sim fazer extraordinariamente bem as coisas ordinárias”.

Então, que tal iniciar uma pequena boa obra hoje?

Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Thomaz Puccini
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Atalho, caminho do inimigo


Jesus, sempre quando nos convida a caminhar em Sua intimidade de Amigo, nos oferece o caminho longo, integral, porém, cheio de alegria plena e convicção da meta a ser alcançada. Observemos o que Ele disse a Seus discípulos: “Quem quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mateus 16,24). Percebemos que o Senhor nunca nos ilude com uma vida fácil, mas, como um bom Amigo, nos apresenta a verdade da vida verdadeira.

Neste santo itinerário, devemos nos despojar de nossas seguranças, pois temos Deus como penhor da esperança para ser colocado, em primeiro lugar, em todos nossos empreendimentos.
A poetisa goiana Cora Carolina nos ajuda a compreender este sentido da caminhada: “O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.” Embora seja desafiante a proposta do Filho de Deus, difícil não é iniciar a caminhada junto d’Ele, mas está, justamente, na perseverança, pois, a cada passo dado, o peso da cruz se faz sentir, os desejos descabidos incitam a concupiscência. Então, é hora de olhar fixo para o Senhor e seguir adiante, sem receios da escuridão, pois quanto mais avança a noite, mais próximos estamos da aurora.


Assim, deste o momento da escuta, até a perseverança na caminhada, precisamos pautar nossos corações nesta convicta decisão, pois tudo é uma grande adesão Àquele que cumpriu perfeitamente o que lhe foi proposto pelo Pai. Desta maneira, servir não é mais um peso, mas se torna um privilégio diante da grandiosidade do Senhor que convoca. A decisão de prosseguir, na longa estrada da vida, faz-nos deixar os atalhos da facilidade e abraçar o caminho integral, ornado de altos ideais. Estes atalhos foram criados pelo inimigo da cruz de Cristo, pois neles encontramos um caminho suave, sem muitas dificuldades, repletos de prazeres, desordem e rebelião.

“A decisão de prosseguir, na longa estrada da vida, faz-nos deixar os atalhos da facilidade e abraçar o caminho integral”

Os atalhos conduzem à superficialidade; quem aderiu a eles, optou por não se aventurar nem adquirir a sapiência vinda da experiência de vida; preferiu queimar etapas importantes para ficar estagnado na comodidade. Neste caminho de atalhos, não há lugar para correções, obediência, prudência, castidade, etc. Estas qualidades são próprias daqueles que aceitam peregrinar na companhia de Jesus. Caíram muito, contudo levantaram imediatamente, não se deixaram enganar pela semente daninha semeada pelo inimigo na estrada do bom samaritano.

Interessante que os atalhos criam uma falsa ilusão de caminho percorrido, de vitória e conquista. Ao contrário do caminho árduo, eles estão cheios de emboscadas do inimigo. Um detalhe importante é que, nas trevas gerada pelo atalho, nada se enxerga. Um feixe de luz é o suficiente para causar espanto e medo, pois o oculto pode se revelar; a mentira, de uma vida de aparências, pode eclodir; a trapaça oculta pode ser revelada; a corrupção, o furto, a vida fácil podem desmoronar, o suborno pode vir à tona, etc. Suas consequências são surpresas más. Quem trilha este caminho acaba se frustrando facilmente e levando uma vida sem rumo e sem sentido.

Se você se decidiu pelo atalho, ainda há tempo de voltar e percorrer a via amorosa de Cristo, pois com o Senhor sempre há chance e novas possibilidades, sempre há um novo caminho em Seu amor. Se você, alguma vez, experimentou o caminho mais curto, arrependa-se e não olhe para trás. Caso esteja, no meio do caminho fácil, volte e permaneça no caminho estreito.

Os bons discípulos ouvem a palavra do Bom Pastor e as coloca em prática, pois sabem que Jesus Cristo não promete uma via branda; pelo contrário, propõe uma avenida de sacrifício, contudo, repleta de felicidade plena, a qual não nos decepciona quanto ao prêmio que, na eternidade, conquistaremos. Onde houver luta, haverá coroa! Sendo assim, “corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus” (Hebreus, 12,1), pois Ele se denominou como “o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vai ao Pai senão por Ele” (João 14, 6). Não há outro caminho para chegar ao Pai, não há outra verdade que possa ser relativizada. Só há uma vida, a vida em Jesus Cristo.

Conteúdo enviado pelo internauta Rodrigo Stankevicz
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